O Ser Humano é um Produto do meio em que ele vive
Uma leitura existencialista do marxismo, segundo Jean-Paul Sartre, a essência do homem é não ter essência, a essência do homem é algo que ele próprio constrói, ou seja, a História. “A existência precede a essência”; nenhum ser humano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em que vive, que é construído a partir de suas relações sociais em que cada pessoa se encontra.
Assim como o homem produz o seu próprio ambiente, por outro lado, esta produção da condição de existência não é livremente escolhida, mas sim, previamente determinada. O homem pode fazer a sua História mas não pode fazer nas condições por ele escolhidas. O homem é historicamente determinado pelas condições, logo é responsável por todos os seus atos, pois ele é livre para escolher. Logo todas as teorias de Marx estão fundamentadas naquilo que é o homem, ou seja, o que é a sua existência.
O Homem é condenado a ser livre
Tudo bem, parei. Sim, as frases acima foram copiadas de textos já citados muitas vezes.
Hoje vivemos em vários meios; meios sociais que já foram chamado de virtuais e hoje chamam de mais reais do que uma convivência lado a lado.
Quando e quanto o meio social passa a manipular o homem?
Duas coisas me deixaram muito curioso em relação a alguns meios sociais, social media.
Há poucos dias, no Facebook, quando você aceitava um convite de amizade, logo apareciam mais quatro “caretinhas”, digo: avatares, com os dizeres: Convide para ser amigo.
Caso aceitasse, na maioria dos casos, viria uma mensagem – Fulano já tem amigos demais! O Facebook limita seus “relacionamentos” até cinco mil “amigos”. Se você já estiver chegando perto disso, crie logo sua página de fãns!
Hoje, isso não acontece mais. Aparece o avatar, o nome da pessoa e as duas opções, aceitar ou não o convite de amizade, e não sugerem mais ninguém.
Por outro lado, o Twitter, que sempre se explicou como não sendo uma rede social, agora fica dizendo quem seguir! (Who to follow)! Claro que a maioria das indicações são para seguir aquelas celebridades que já têm centenas de milhares ou alguns milhões de seguidores como a @britneyspears, @ladygaga, @aplusk, @justinbieber, @KimKardashian, @MariahCarey e tantos outros que tanto admiramos.
Acreditamos que essas contas com milhões de seguidores são de pessoas que não tem tempo para participarem de redes sociais na Internet porque muitos vivem o “inferno” da vida social que significa nada mais do que a impossibilidade de sair de casa e a maioria nem sabem onde moram ou que moram numa casa (digo: mansão) muito bem vigiada, cheia de seguranças por todo lado e uma parafernália de artefatos para poderem viver suas vidas sozinhos dentro de suas casas.
Mas vocês me perguntam: aonde eu quero chegar? Minha resposta não deveria ser uma pergunta mas, infelizmente, eu não sei responder, mas… Onde eles (as rede sociais) querem chegar? O quanto vão nos influenciar? Baseado em que eles devem dizer que devemos ser amigos de pessoas que nem são amigos de amigos de amigos nossos? Ou, por que nos aporrinhar em seguir quem tem milhões de seguidores fantasmas e que nunca vão interagir com a gente, nem com muitos na vida real (não cibernética)? E, principalmente, quantos são realmente influenciáveis por elas – redes sociais?
O Ser Humano é um Produto do meio em que ele vive
Sartre, Marx e até pensadores mais antigos da Grécia defendiam essa idéia. Eles não faziam idéia de quanto o meio realmente poderia influenciar as pessoas como hoje; em parte porque não pensavam em tantos meios – mídias – onde algumas pessoas da sociedade vivem uma parte de suas vidas, no meio de alguns fantasmas, que são tão reais, numa realidade que já chegou a ser chamada de virtual.




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